Carro como segunda casa


“Há pessoas que passam mais tempo dentro de um veículo do que em casa ou no próprio trabalho”

 / Foto: Clemilson Campos/Acervo JC

Foto: Clemilson Campos/Acervo JC

A distância para usar o computador pessoal ou retocar a maquiagem é pequena. Com pouco esforço, é facilmente superada. Do interior do seu Ford Ka, a empresária Karla Pollyana, 24 anos, tem acesso a instrumentos de trabalho e a objetos pessoais. De lá, realiza compromissos diários e chega até a tocar a empresa de assessoria que mantém com uma sócia. Almofadas, carregadores de celular, lanches e revistas (para quando tem tempo livre) não faltam no seu carrinho. Enquanto há pessoas que odeiam ficar dentro deles, Polly gosta, se diverte. E hoje, o seu veículo particular transformou-se numa mistura do “quarto com o escritório”, como ela mesmo define. É a segunda casa.
“No carro, ando sempre com almofadas para descansar. Além disso, não podem faltar água, roupas extras, maquiagem e guarda-chuva”, conta Karla, que passa cerca de cinco horas por dia dentro do automóvel. Como precisa visitar clientes, está sempre indo e parando em diversos lugares. Por isso, acredita que o carro necessita ser um ambiente agradável, onde se sinta bem. “O café da manhã é certo que tomo enquanto dirijo. E o almoço, às vezes, acontece dentro do carro também. Costumo levar até marmita porque sei que não terei tempo de parar para comprar algo”, revela.
O exemplo de Karla não é isolado. Muitos motoristas, por opção ou necessidade, acabam realizando tarefas cotidianas dentro do automóvel. Tudo bem, desde que não comprometam a segurança no trânsito. Mandar mensagens pelo celular ou comer um sanduíche enquanto dirigem representa risco de multas e acidentes. A regra é: tudo o que pode distrair a atenção ou reduzir a habilidade do condutor com o carro em movimento deve ser evitado. É melhor parar o carro em local seguro e só então cumprir a tarefa.
PRATICIDADE – Existem aquelas pessoas que preferem acumular pertences e objetos no interior do veículo para usá-los quando necessário. É o caso de Lucas Leocádio, que guarda desde ferramentas, para pequenos consertos, a colchão inflável. “Levo de tudo no carro. Quer perfume? Tem. Quer faca, casaco e roupa social? Também tem”, conta. Esse hábito já lhe ajudou em situações inesperadas, como numa vez em que improvisou uma fogueira para churrasco na praia com isqueiro, gravetos e um pouco de óleo lubrificante em spray que sempre traz no carro. “Foi divertido”, recorda-se.

Post Author: Assessoria

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